14/07/2026
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CBF renova Ancelotti com 64% e contradiz seus próprios números

CBF renova Ancelotti com 64% e contradiz seus próprios números

O diretor de seleções da CBF, Rodrigo Caetano, classificou como positivo o ciclo de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira. A declaração, no entanto, contradiz os números obtidos pelo técnico durante o período.

Ancelotti, que recebe um salário de R$ 5 milhões, encerrou sua passagem com 64,7% de aproveitamento. O contrato do treinador foi renovado até 2030. Em comparação, Tite deixou o cargo com mais de 80% de rendimento e saiu sob forte pressão. A própria CBF mudou a régua de cobrança.

Outro número chama a atenção. Na eliminação para a Noruega, o Brasil terminou a partida com apenas 34% de posse de bola. O adversário não é uma potência como França ou Espanha, mas uma equipe da prateleira inferior na Europa que dominou a Seleção Brasileira durante todo o jogo.

Para ilustrar o que significa 34%, é como um gerente de banco passar quase 70% do expediente sem conseguir atender seus clientes. Ou um supermercado abrir com apenas um terço das mercadorias nas prateleiras. Em qualquer profissão, esse desempenho seria tratado como um grande problema, nunca como motivo para promoção.

No futebol da CBF, aconteceu o contrário. Um trabalho com desempenho inferior ao do antecessor e uma eliminação marcada pelo domínio do adversário virou justificativa para renovar um contrato até 2030, pagando mais do que qualquer outra seleção do mundo.

Rodrigo Caetano tem o direito de defender Carlo Ancelotti. O que não pode é tentar convencer o torcedor de que os números contam uma história diferente daquela que todos assistiram dentro de campo.

Sobre o autor: Coordenacao Editorial

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