11/07/2026
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EUA e Irã fecham acordo histórico para paz no Oriente Médio

EUA e Irã fecham acordo histórico para paz no Oriente Médio

Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo nesta segunda-feira (15) para encerrar imediatamente a guerra no Oriente Médio, que inclui o conflito no Líbano. A assinatura do documento está marcada para sexta-feira (19), em Genebra.

O teor do acordo não foi revelado. O Irã informou que as negociações para um pacto definitivo devem começar em até 60 dias. Entre os temas a serem discutidos estão o programa nuclear iraniano e as sanções contra a economia do país.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador do conflito. Ele classificou o entendimento como um “passo histórico em direção à paz”. Washington e Teerã confirmaram a informação em seguida.

O presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu em sua plataforma Truth Social: “O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!”. Ele também disse autorizar “a abertura sem cobrança de pedágio do Estreito de Ormuz” e a suspensão do bloqueio naval americano. Trump afirmou ainda que a passagem marítima só será reaberta após a assinatura do acordo na sexta-feira.

A agência iraniana Fars, no entanto, informou que o Irã incluiu uma cláusula sobre o pagamento de pedágio no Estreito de Ormuz. Segundo a agência, o texto do memorando recebeu uma emenda para enfatizar a soberania do Irã e de Omã sobre o estreito. A Fars citou uma fonte anônima que acompanhou as negociações e afirmou que o uso do termo “serviços marítimos” significa que os EUA aceitaram o pagamento de pedágios ao Irã.

O fechamento do Estreito de Ormuz afetou a economia mundial, causando inflação e problemas no abastecimento de fertilizantes para a produção de alimentos.

O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que o acordo põe “fim imediato à guerra”. Uma fonte diplomática próxima às conversas indicou que EUA e Irã manterão negociações indiretas no Catar durante a semana, antes da assinatura.

O conteúdo do acordo, alcançado após semanas de negociações e ameaças de Trump, não foi divulgado. Trump disse ao jornal The New York Times que o Irã aceitou uma moratória de 20 anos sobre o enriquecimento de urânio. Já Gharibabadi afirmou que as próximas conversas tratarão do fim das sanções, da questão nuclear, da reconstrução econômica do Irã e de um mecanismo de supervisão dos acordos.

Israel reagiu e, segundo o ministro da Defesa, Israel Katz, seu Exército “permanecerá nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza por um período ilimitado”.

A comunidade internacional recebeu o acordo com alívio. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esperar que as partes aproveitem o novo impulso para uma resolução final do conflito. Reino Unido, França, Alemanha e Itália celebraram o pacto e se disseram dispostos a suspender algumas sanções contra o Irã. Egito e Arábia Saudita também elogiaram o acordo.

Em Teerã, o vendedor Erfan, de 18 anos, disse esperar que o acordo principal seja assinado, as sanções suspensas e a economia reativada. Já o bancário Hossein Hagh Parast, de 31 anos, afirmou que “o povo está profundamente insatisfeito porque eles matam iranianos, sobretudo crianças inocentes”.

O conflito começou em 28 de fevereiro, com bombardeios de Israel e dos EUA contra o Irã, que respondeu atacando alvos americanos. Em 2 de março, o Líbano entrou na guerra após ataques do Hezbollah contra Israel. Os bombardeios israelenses provocaram mais de 3.700 mortes desde março, segundo o governo libanês.

Uma fonte oficial do Líbano disse que o governo de Beirute “não foi informado” sobre o acordo. O pacto impulsionou as Bolsas e derrubou os preços do petróleo. O barril do West Texas Intermediate recuava mais de 5%, cotado a pouco mais de 80 dólares. O Brent do Mar do Norte era negociado por quase 83 dólares.

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