31/05/2026
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Rodoviária do Plano Piloto tem aprovação de 86% após concessão

Rodoviária do Plano Piloto tem aprovação de 86% após concessão

A Rodoviária do Plano Piloto completa nesta segunda-feira (1º/6) o primeiro ano de concessão à Concessionária Catedral com uma mudança na percepção dos usuários. De acordo com levantamento do Instituto Opinião, a aprovação no terminal subiu de 45,61% para 86,13% no período. O resultado ocorre após intervenções na infraestrutura, avanços na acessibilidade e reforço na segurança.

Cerca de 700 mil pessoas circulam diariamente pela rodoviária, entre passageiros e trabalhadores. No modelo atual, a concessionária cuida da infraestrutura, enquanto a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) mantém o controle do sistema de transporte, com regulação, operação dos ônibus e política tarifária sob comando público.

Entre as mudanças citadas por usuários e gestores estão a recuperação das escadas rolantes e dos elevadores, que agora têm manutenção preventiva 24 horas. Também foi implantado um novo Centro de Controle Operacional (CCO), com 62 câmeras de videomonitoramento e reconhecimento facial. Na pesquisa, a avaliação positiva da segurança passou de 32,70% para 85,89%.

O administrador da Rodoviária, Leonardo Moreira, afirmou que as 12 escadas rolantes foram modernizadas e os elevadores voltaram a funcionar. Segundo ele, a manutenção consegue recolocar um equipamento em operação em cerca de 10 minutos. O índice de vandalismo caiu quase a zero, de acordo com Moreira.

A concessionária informou que iniciou a reforma dos banheiros e concluiu a recuperação dos pilares. Equipes seguem trabalhando em vigas e lajes. Moreira disse que, após essa etapa, começará a construção do novo terminal do BRT.

As melhorias em acessibilidade e organização dos espaços também afetaram a rotina do terminal. Passageiros e profissionais de educação inclusiva relataram avanço no deslocamento, com menos obstáculos nos corredores e menor interferência de ambulantes. Manoela Suzart, mãe de uma criança cadeirante, afirmou que hoje se sente mais segura ao circular pelo local. Karina Gonçalves, professora de Orientação e Mobilidade do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV), disse que o trabalho com alunos ficou mais viável após a modernização.

Na área comercial, a nova gestão abriu diálogo com antigos ambulantes, em parceria com órgãos do GDF e com o Sebrae, para regularização das atividades. O terminal passou a ter 150 lojas, que geram emprego para cerca de 450 trabalhadores. Os comerciantes deixaram a condição de permissionários para atuar como locatários.

Entre os regularizados está Alex Alves, vendedor de açaí, que trabalhou informalmente por 15 anos e hoje opera com carrinho padronizado e legalizado. Aduir da Silva, que vende salgados há 19 anos na rodoviária, também relatou mudança na rotina após a formalização, com mais tranquilidade para trabalhar e seis pessoas empregadas em seu quiosque.

Nos últimos 12 meses, o terminal ganhou novos serviços de acolhimento, como sala multissensorial para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), fraldário e o Cantinho do Desabafo, voltado ao suporte emocional gratuito. Em novembro do ano passado, foi inaugurada uma sala de amamentação no banheiro feminino do piso inferior, com itens como pia, chuveirinho, trocador, micro-ondas e assentos.

A concessionária mantém um canal de comunicação direta com o público pelo e-mail [email protected], para sugestões, elogios ou críticas.

Com informações da Agência Brasília

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