O Super El Niño que se forma neste ano pode estar entre os mais intensos já registrados na história. A informação é de cientistas que monitoram o fenômeno por meio de registros preservados em cavernas, dados de satélite e sistemas de monitoramento climático.
Essas ferramentas ajudam os pesquisadores a entender melhor um evento que já provocou secas, enchentes e tragédias históricas no Brasil e no mundo. A comparação com eventos passados indica que o atual ciclo climático tem potencial para ser um dos mais fortes da série histórica.
O fenômeno altera o regime de chuvas e temperaturas em diversas regiões do planeta. No Brasil, os efeitos costumam ser sentidos de formas diferentes: enquanto o Sul tende a registrar volumes de chuva acima da média, o Norte e o Nordeste podem enfrentar estiagens prolongadas. No Sudeste e Centro-Oeste, o impacto varia conforme a intensidade do evento.
Monitoramento e impactos
Os especialistas acompanham a evolução das temperaturas do oceano Pacífico Equatorial, que é o principal indicador para medir a força do El Niño. Quando as águas ficam mais quentes que o normal, os padrões de vento e umidade mudam em escala global.
Eventos anteriores classificados como super El Niño ocorreram em 1982-1983, 1997-1998 e 2015-2016. Todos deixaram marcas profundas, com prejuízos econômicos, deslocamento de populações e impactos na agricultura. A expectativa é que os dados atuais ajudem governos e defesas civis a se prepararem para possíveis cenários extremos.
A comunidade científica segue em alerta, pois a intensidade final do fenômeno ainda pode variar nos próximos meses. O acompanhamento contínuo é considerado essencial para antecipar medidas de prevenção e reduzir danos em áreas vulneráveis.
