A entrega do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base de 2025, começa na próxima semana. A Receita Federal deve anunciar na segunda-feira o calendário oficial e as regras para este ano. A previsão é que o prazo para envio das declarações vá até 31 de maio. Mesmo antes da abertura oficial, os contribuintes já podem organizar os documentos necessários.
O primeiro passo é separar toda a papelada para a prestação de contas. Nenhum documento físico precisa ser enviado junto à declaração, mas todas as informações fornecidas devem poder ser comprovadas se a Receita Federal solicitar. A recomendação do órgão é guardar esses comprovantes por até cinco anos.
Documentos necessários para a declaração
Um documento importante é o Informe de Rendimentos. Este comprovante é fornecido pela empresa onde a pessoa trabalhou, seja com carteira assinada ou como prestador de serviços, e se refere aos rendimentos de 2024. O prazo para as empresas entregarem este informe terminou em 27 de fevereiro.
Documento de identificação: É preciso ter em mãos RG, CPF e, se for o caso, título de eleitor. O número do CPF do declarante e de todos os dependentes deve ser conhecido. Dúvidas podem ser resolvidas no site da Receita.
Comprovante de rendimentos: Além do informe do empregador, é preciso reunir os informes de todas as fontes pagadoras, como instituições financeiras e outras empresas. Eles detalham rendimentos tributáveis, isentos e valores retidos na fonte.
Comprovantes de pagamentos e despesas dedutíveis: Devem ser guardados os comprovantes de despesas com saúde, educação, previdência privada e pensão alimentícia. Para despesas médicas, profissionais de saúde que atuam como pessoa física agora devem emitir recibos apenas pela ferramenta eletrônica Receita Saúde.
Comprovantes de aluguel: Tanto os aluguéis pagos quanto os recebidos precisam ser declarados. Os documentos podem ser fornecidos pela imobiliária ou são os comprovantes de depósito bancário.
Informações sobre bens e direitos: É necessário ter documentos que comprovem a posse de imóveis, veículos e investimentos, como escrituras, contratos e extratos.
Documentação de atividades rurais: Quem tem esse tipo de atividade precisa reunir papéis que comprovem a receita bruta anual e as despesas relacionadas.
Informações sobre dependentes: É preciso reunir os documentos de identificação dos dependentes, além de dados sobre seus rendimentos e despesas.
Declarações anteriores: Manter à mão as declarações dos últimos anos é importante, pois podem conter dados que precisam ser transferidos.
Tira-dúvidas
Os leitores podem enviar perguntas para o e-mail [email protected]. As dúvidas serão esclarecidas nas reportagens publicadas no site especial sobre o tema. O sócio de impostos da EY, Antonio Gil, também responderá a perguntas em vídeos no canal do jornal no YouTube.
A próxima matéria do guia interativo tratará sobre como declarar investimentos no Imposto de Renda 2026. A Receita Federal realiza anualmente a conferência das declarações através de seu sistema de cruzamento de dados. Este processo, conhecido como malha fina, verifica a consistência das informações prestadas com os dados recebidos de terceiros, como empregadores e bancos. Contribuintes que apresentarem inconsistências podem ser notificados para prestar esclarecimentos ou fazer correções, o que torna a organização prévia dos documentos ainda mais relevante para evitar problemas futuros.
