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Ouro olímpico de 2016: onde estão os campeões dez anos depois

Título inédito conquistado no Maracanã contra a Alemanha completa uma década nesta quinta-feira, com o grupo espalhado entre ativos, aposentados e comissões técnicas

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Ouro olímpico de 2016: onde estão os campeões dez anos depois

O Brasil completa nesta quinta-feira (20) dez anos da conquista do primeiro ouro olímpico no futebol masculino, obtido em 20 de agosto de 2016 no Maracanã, no Rio de Janeiro, com vitória sobre a Alemanha nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Weverton defendeu a cobrança de Petersen e Neymar converteu o pênalti decisivo diante de mais de 63 mil torcedores.

A campanha foi comandada pelo técnico Rogério Micale e encerrou um jejum que já somava duas pratas e um bronze na modalidade, segundo dados reunidos pelo ge e por O Globo. Antes da decisão, a seleção havia goleado a Dinamarca por 4 a 0 na fase de grupos, vencido a Colômbia por 2 a 0 nas quartas de final e aplicado 6 a 0 sobre Honduras na semifinal.

A lista final de convocados teve mudanças de última hora. Fred, Fernando Prass e Douglas Costa foram cortados antes do torneio (o primeiro por falta de liberação do Shakhtar Donetsk, os outros dois por lesão) e abriram vaga para Walace, Weverton e Renato Augusto, conforme detalhou o ge.

Gabriel Jesus relembra a conquista no Maracanã

Vice-artilheiro da campanha com três gols, Gabriel Jesus foi titular em todos os jogos do Brasil na competição e chegou às Olimpíadas como artilheiro do Campeonato Brasileiro daquele ano, com dez gols pelo Palmeiras. Ele marcou contra a Dinamarca, na fase de grupos, e balançou as redes duas vezes contra Honduras, na semifinal, segundo O Globo e o Portal Leo Dias.

Em depoimento reproduzido pelos dois veículos, o atacante descreveu a sensação de recever a medalha em um estádio lotado: "foi uma conquista muito marcante por toda a grandeza daquilo tudo", disse Gabriel Jesus, atualmente no Arsenal, à reportagem de O Globo.

O atacante também associou o título ao início de sua trajetória na seleção principal. Dois dias após a final, em 22 de agosto de 2016, o técnico Tite convocou sete campeões olímpicos, entre eles Gabriel Jesus, que depois disputou duas Copas do Mundo e a conquista da Copa América de 2019, conforme relatado por O Globo.

Onde estão os outros campeões dez anos depois

Dos 18 nomes da lista final, cinco já não estão mais em atividade como jogadores, segundo o levantamento do ge. Weverton, autor de uma das defesas decisivas na disputa de pênaltis, aos 38 anos segue em campo pelo Grêmio, após oito temporadas no Palmeiras, e disputou recentemente sua segunda Copa do Mundo.

Marquinhos permanece como titular da seleção principal e vive a 14ª temporada no Paris Saint-Germain, enquanto Douglas Santos atua há oito anos seguidos no Zenit, da Rússia. Neymar, capitão simbólico daquela geração, disputou recentemente sua quarta Copa do Mundo pelo Santos e pela seleção.

Entre os que deixaram os gramados, Uilson parou em 2020 após sequência de lesões e hoje trabalha como professor de goleiros. Rafinha Alcântara encerrou a carreira no fim de 2025, depois de lesão grave no joelho, e atua como sócio de uma empresa de consultoria de investimentos. Renato Augusto também se aposentou em 2025 e passou a integrar o time de comentaristas do Esporte da Globo.

Rodrigo Caio deixou o futebol sem receber propostas atraentes, tornou-se auxiliar-técnico de Felipe Luís no Flamengo e pediu demissão após a saída do treinador. Já Gabriel Barbosa, o Gabigol, retornou ao Santos e chegou recentemente à marca de 100 gols pelo clube, depois de passagens por Inter de Milão, Benfica, Flamengo e Cruzeiro, de acordo com o ge.

O que fica da geração que fez história no Maracanã

O ouro de 2016 continua sendo a única medalha de ouro do futebol masculino brasileiro nos Jogos Olímpicos, embora a seleção também tenha vencido a edição de Tóquio-2020, conforme registrado por O Globo. Antes disso, o país havia chegado ao pódio outras cinco vezes, com pratas em 1984, 1988 e 2012 e bronzes em 1996 e 2008.

Não há, entre as fontes consultadas, indicação de eventos oficiais de comemoração da data ou de reencontro do grupo campeão. O que se sabe, até o momento, é a situação individual de cada jogador levantada nesta reportagem, sem confirmação de agenda futura para a equipe daquele título.

Para quem acompanha a trajetória desses atletas, o cenário atual mostra dispersão natural de uma geração que soma dez anos de carreira desde então: alguns seguem na elite do futebol europeu, outros voltaram ao Brasil, migraram para o México ou trocaram o campo por funções de comissão técnica e comentário esportivo. A expectativa é que, à medida que a data avance, mais depoimentos de outros campeões possam surgir, mas até a publicação desta matéria apenas Gabriel Jesus havia se manifestado publicamente sobre a data redonda.

Fontes consultadas

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