02/05/2026
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Brasil penta tinha laterais de ouro; hoje sofre

O Brasil, pentacampeão mundial com laterais históricos como Djalma Santos, Nilton Santos, Carlos Alberto Torres, Cafu e Roberto Carlos, enfrenta um momento de escassez na posição para a Copa do Mundo de 2026. O técnico Carlo Ancelotti admite a dificuldade, que se agravou nesta semana com a lesão de Éder Militão.

O zagueiro de 28 anos, que atuava no Real Madrid e era a opção inicial para a lateral direita, passou por cirurgia na coxa esquerda e está fora do torneio. A lesão ocorre quando Ancelotti já havia indicado que improvisaria Militão na posição. Com a ausência, as alternativas disponíveis também são adaptações ou jogadores em baixa fase.

Na direita, Wesley, 22, que surgiu como lateral direito, hoje atua como ala esquerdo na Roma. Danilo, 34, ex-lateral, é atualmente zagueiro reserva do Flamengo. Ancelotti já confirmou que Danilo estará na lista dos 26 convocados, a ser anunciada em 18 de maio. O técnico italiano justificou a escolha pela liderança e caráter do jogador, mais do que pelo rendimento em campo.

“Danilo é um jogador muito importante, não só em campo. É seguro que estará na lista final porque eu gosto dele. Como caráter, como personalidade, também como jogo”, disse Ancelotti, em declaração que mostra a gradação das qualidades.

Além dos citados, o treinador já convocou Vanderson, 24, do Monaco, que se recupera de lesão, Paulo Henrique, 29, do Vasco, e Vitinho, 26, do Botafogo. Ibañez, 27, zagueiro do Al Ahli e presente na última convocação, também pode ser adaptado à lateral direita.

Na esquerda, a situação é semelhante. Os prováveis escolhidos são os defensivos Alex Sandro, 35, do Flamengo, e Douglas Santos, 32, do Zenit. Ancelotti demonstrou confiança em Caio Henrique, 28, do Monaco, outro em recuperação. Também testou Carlos Augusto, 27, da Inter de Milão, Luciano Juba, 26, do Bahia, e Kaiki, 23, do Cruzeiro. Há pedidos por Matheus Bidu, 26, do Corinthians, mas o jogador não tem experiência na seleção.

O cenário nas laterais é frágil para o padrão histórico brasileiro. A prioridade de Ancelotti será por jogadores sólidos defensivamente, capazes de desarmar e iniciar contra-ataques para os atacantes velozes, como Vinicius Junior. Diferente de 1958 e 1962, quando Djalma e Nilton Santos atuavam, ou de 1970, 1994 e 2002, o pôster do hexa, se vier, poderá ter Douglas Santos.

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