02/08/2026
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Por que Scorsese critica os filmes de super-heróis atuais

Por que Scorsese critica os filmes de super-heróis atuais

(Por que Scorsese critica os filmes de super-heróis atuais? A gente ouve a crítica e volta para a conversa sobre cinema, tempo e alma em cena.)

Tem dias em que a tela parece falar mais alto do que a gente. A pipoca chega, a luz baixa, e lá vem um desfile de efeitos, cores e vozes conhecidas. Só que, em algum momento, algumas cenas começam a soar parecidas umas com as outras, como se tudo estivesse sempre na mesma velocidade. E aí a pergunta aparece: por que tantas histórias parecem seguir o mesmo trilho?

É nesse clima que a crítica de Martin Scorsese volta ao centro do debate. Ele não está reclamando de algo simples, do tipo melhor ou pior. A fala dele toca em algo mais delicado: o lugar do cinema como experiência humana, a forma como as histórias se organizam e a diferença entre entretenimento e arte com memória. Assim, por que Scorsese critica os filmes de super-heróis atuais se torna mais do que um tema de fã: vira convite para olhar com atenção para o que a gente assiste e por que gosta.

Ao longo deste texto, a gente destrincha os motivos por trás da crítica, sem drama e sem caça às bruxas. A ideia é sair do hábito do automático e voltar a sentir. No fim, você vai ter um jeito prático de escolher filmes e séries com um pouco mais de coração, ainda hoje.

O ponto de partida: cinema é mais do que espetáculo

Quando Scorsese critica os filmes de super-heróis atuais, ele está, no fundo, defendendo uma ideia de cinema que vai além do volume visual. Há um encanto legítimo em ver uma cena explodindo no tempo certo, com um som que vibra no peito. Só que, para ele, existe uma distância quando o que sustenta a obra é apenas a mecânica do impacto.

Em muitos longas do gênero, a narrativa parece desenhada para manter o ritmo constante. É como se a história não respirasse, sempre pronta para puxar o próximo evento, o próximo confronto, o próximo gancho. E, quando isso se torna padrão, o espectador pode sentir que está assistindo a um grande conjunto de peças, e não a uma experiência com começo, meio e conclusão que deixem rastro.

Por que isso importa? Porque a sensação de cinema não é só visual. É temperatura emocional. É atenção ao detalhe. É a cadência de personagens que amadurecem, contradizem, hesitam e, às vezes, mudam sem barulho. É aí que a crítica ganha sabor.

Super-heróis viraram franquia antes de virarem filme

Outra parte do argumento está na forma como esses títulos funcionam dentro de um ecossistema maior. Para muita gente, isso é uma vantagem: sempre tem novidade, o universo cresce, as conexões aparecem como um mapa. Só que, para Scorsese, quando o filme nasce pensando no próximo capítulo, o presente corre o risco de virar ponte.

O resultado costuma ser um tipo de história que prioriza continuidade e reconhecimento. Você pode até gostar do mundo criado, mas a sensação de autonomia da obra diminui. É como sair para comer em um restaurante maravilhoso e perceber que o cardápio inteiro está calculado para te levar de volta amanhã, não para te encantar hoje.

Daí vem uma pergunta gostosa: por que Scorsese critica os filmes de super-heróis atuais quando a gente já sabe que vai ter mais depois? A resposta dele passa pela ideia de que uma obra precisa caber em si. Precisa ter uma respiração própria, com escolhas de roteiro que façam sentido mesmo sem o link seguinte.

O que ele busca na tradição do cinema

Scorsese tem um carinho muito específico por filmes que ensinam a olhar. Não só a trama, mas a linguagem. Ele valoriza construção de atmosfera, fotografia com intenção, silêncio que conta. Valiza também a presença de contradição: um personagem pode ser bom e falho ao mesmo tempo, e essa mistura não precisa ser resolvida com um salto de efeitos.

Em filmes desse tipo, a ação existe, mas não engole tudo. A emoção mora no intervalo. O espectador é convidado a prestar atenção em pequenas transformações, como um gesto antes da decisão, uma hesitação no olhar, um tempo de resposta. O corpo reconhece essas coisas antes do cérebro catalogar.

Por que Scorsese critica os filmes de super-heróis atuais então? Porque, para ele, em muitos casos, a linguagem cinematográfica fica em segundo plano quando o objetivo principal é sustentar um universo. A obra perde densidade e vira vitrine de eventos.

Quando a repetição cansou: padrões que aparecem na mesma forma

Tem um cansaço que não é falta de vontade. É desgaste de padrão. Em diversas produções do gênero, o ritmo costuma seguir uma cartilha: ameaça grande, escala maior, final com vitória ou reviravolta, e uma cena que prepara o próximo capítulo. Funciona para muita gente, claro, mas também cria familiaridade excessiva.

E familiaridade excessiva tem um efeito sensorial. A gente passa a prever o caminho antes de sentir o impacto do caminho. A cabeça antecipa, e o coração demora. Aí o filme, por mais caprichado que seja, parece ocupar espaço sem abrir portas.

Essa é uma das camadas da crítica: a possibilidade de que o espectador troque uma experiência por um consumo de estímulos. Não é um julgamento de gosto; é uma observação sobre forma de assistir.

Uma pausa para olhar: como escolher filmes com mais presença

Se a crítica de Scorsese te deu aquela inquietação boa, dá para transformar em prática. Você não precisa abandonar super-heróis nem virar guardião da tradição do cinema. Você pode ajustar a curadoria do seu tempo, como quem organiza a sala para respirar melhor.

  1. Antes de apertar play, pense no que você quer sentir: aconchego, tensão, catarse ou curiosidade. Isso muda tudo.
  2. Intercale: um filme de ritmo acelerado com um de observação lenta. O contraste ajuda o olhar a voltar a funcionar.
  3. Procure personagens que mudam por motivo, não por efeito. Mudança de caráter costuma ser mais marcante do que mudança de cenário.
  4. Observe a relação entre diálogo e silêncio. Quando há silêncio significativo, a cena costuma ter mais intenção.

E, se você gosta de ver filmes com conforto em casa, vale criar uma rotina simples de sessão: luz mais baixa, volume na medida e tempo para ficar ali depois dos créditos. Parece detalhe, mas é o que transforma espetáculo em memória.

Inclusive, para quem curte reunir filmes e séries em um lugar só, tem gente usando opções de streaming e TV via internet como alternativa de programação; uma referência que aparece em pesquisas é teste grátis de IPTV.

O que a crítica não diz (e por que isso é importante)

Às vezes a conversa engata no modo torcedor: um lado ama e o outro odeia. Só que a crítica de Scorsese, do jeito que circula, não é um ataque ao público nem uma ordem para ninguém. Ela funciona mais como uma provocação sobre o que a cultura está chamando de cinema.

Quando ele reclama, a pergunta embutida é: estamos cuidando da experiência artística ou apenas contando a próxima entrega? Estamos investindo em linguagem, em personagens e em histórias que valem por si, ou só em continuidade e escala?

Ao manter isso claro, a gente consegue extrair algo útil sem transformar tudo em briga. E, no fim, o objetivo é o mesmo para quem é cinéfilo e para quem só quer relaxar: sentir que valeu a pena.

Por que algumas obras do gênero ainda prendem a gente

Mesmo com a crítica, não dá para ignorar que há filmes de super-heróis que surpreendem pela emoção, pela construção de personagem e pela boa direção. Quando a história assume riscos humanos, ela deixa de ser apenas circuito de efeitos. Ela vira uma conversa.

O que diferencia é o peso que a narrativa dá aos personagens. Quando a ação serve ao drama e não o contrário, a experiência muda. A gente sai da lógica de evento e volta a sentir trajetória.

Então, em vez de perguntar se o gênero presta ou não, vale perguntar: este filme tem respiro? Ele cria uma sensação de obra fechada? Ele respeita o tempo do espectador? Essas perguntas aproximam você da crítica sem precisar concordar com tudo.

Como levar essa ideia para sua próxima sessão

Vamos transformar a reflexão em escolha concreta. No lugar de seguir a onda do que está em alta, que tal selecionar com base no tipo de sensação que você quer e no tipo de tempo que a obra te oferece?

  • Se estiver cansado do ritmo acelerado, escolha algo com cenas mais longas e observação: você volta a sentir detalhes.
  • Se estiver precisando de leveza e ação, tudo bem. Só procure filmes em que o roteiro tenha conflitos claros, não só explosões.
  • Se quiser ampliar o olhar, teste filmes fora do circuito blockbuster por alguns dias. É como trocar o tempero: você percebe o quanto estava acostumado.

Outra ideia é conversar sobre filmes com alguém de gosto diferente. Às vezes a pessoa que gosta do que você acha repetitivo está reparando em outra coisa. Isso abre espaço para uma leitura mais rica do que aquela que nasce do cansaço.

E se você gosta de acompanhar curadoria e indicações, pode encontrar uma conversa sobre cinema e cultura em conteúdos do jornal, que costuma misturar recomendações e percepções do cotidiano.

Fechamento: cinema pede presença, não só estímulo

No fim das contas, por que Scorsese critica os filmes de super-heróis atuais é uma pergunta sobre prioridade. Ele olha para a forma como muitos desses filmes se organizam e percebe uma tendência a reduzir a linguagem do cinema a uma máquina de eventos. Também observa como a franquia pode se sobrepor ao filme em si, tirando respiração, autonomia e densidade emocional.

Mas a boa notícia é que essa crítica não precisa te deixar preso na dúvida. Você pode levar a ideia para sua rotina: escolher com intenção, alternar ritmos, reparar em silêncio e personagens, e dar tempo ao que você vê. Na próxima sessão, antes de apertar play, tenta uma coisa simples: escolha um filme pensando em como ele vai te fazer sentir. Depois volta aqui e conta como foi.

Sobre o autor: Coordenacao Editorial

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