10/08/2026
Jornal São Simão»Notícias»Secretário do DF cobra aval de bancos para salvar BRB

Secretário do DF cobra aval de bancos para salvar BRB

Secretário do DF cobra aval de bancos para salvar BRB

O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino José de Oliveira, afirmou que não espera uma liminar do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para obrigar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a emprestar dinheiro ao Banco de Brasília (BRB). A declaração foi dada em entrevista ao Estadão. O banco enfrenta uma crise de confiança, tem um rombo bilionário e não publica balanços desde que se envolveu com o Banco Master.

Segundo Valdivino, a audiência de conciliação marcada para quinta-feira, 13, deve esclarecer por que os grandes bancos do país não aprovaram a operação. O desenho da proposta, de acordo com o secretário, partiu do ministro da Fazenda, Dario Durigan. “Há interesses claros do sistema financeiro que não são postos à mesa”, disse.

O secretário também quer mostrar ao governo, aos bancos e ao STF que a gestão de Celina Leão (PP) fez um ajuste nas contas do DF. Ele afirma que o governo vai quitar o empréstimo sem precisar que o BRB envie lucros. Em maio, uma audiência no STF contou com a presença do Banco Central, do FGC, da AGU, do Ministério da Fazenda, do GDF e do BRB. Na ocasião, o ministro da Fazenda propôs que um sindicato de bancos desse aval para o GDF contratar o empréstimo junto ao FGC. A proposta foi registrada em ata, assinada por todos, mas o aval não saiu.

Valdivino diz que alguns bancos têm interesse em comprar o BRB por um preço simbólico. Para ele, há uma confusão entre o plano de negócios do banco e a operação de crédito, que é entre o FGC e o Distrito Federal. O objetivo é capitalizar o banco, mas quem vai pagar é o GDF.

Sobre a capacidade de pagamento do DF, o secretário afirma que, ao assumir em março, a situação era precária. Ele diz que foram feitos ajustes, como a troca do sistema de gestão fiscal, a centralização do empenho de despesas e a determinação de que 15% das receitas fossem aplicadas em despesas de capital. Também houve aumento da arrecadação, com meta de crescer R$ 2 bilhões entre maio e dezembro. Segundo ele, a projeção da Capag com dados de julho seria nota A, e a meta é fechar o ano com superávit de R$ 5 bilhões. Ele nega que haja pagamentos represados e afirma que foram cortados gastos com festas e fomentos.

O secretário explica que o GDF precisa de R$ 8,6 bilhões, sendo R$ 6,6 bilhões do FGC e R$ 2 bilhões de aporte próprio. Ele diz que não pode gastar todo o caixa do governo e que o banco ainda não atingiu os índices de Basileia, mas passará a ter patrimônio positivo.

Sobre o autor: Coordenacao Editorial

Equipe editorial responsável pela seleção, organização e publicação de artigos e matérias para nossos leitores.

Ver todos os posts →
Arquivo de notícias